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Visconde do Rio Branco
História
de Visconde do Rio Branco - MG
Visconde
do Rio Branco é um município brasileiro
do estado de Minas Gerais. Sua população estimada
em 2004 era de 34.726 habitantes. O Município de Visconde do Rio Branco está situado
na Zona da Mata, Região Sudeste do Estado de Minas Gerais.
A Zona da Mata é considerada Zona silenciosa da historiografia
Mineira. Seu desenvolvimento econômico e social só apareceu
no século XIX. O liberalismo, o progresso que a máquina
a vapor e a eletricidade trouxeram, assim como o estilo arquitetônico
eclético e uma mentalidade nova caracterizam aquela época.
A região não teve a influência dos Bandeirantes
em sua formação. Por não se encontrarem
aqui riquezas em ouro e pedras preciosas, o que era comum em
outras regiões do Estado de Minas, é que a Zona
da Mata teve seu processo de desenvolvimento retardado. A abertura
da estrada nova para o Rio de Janeiro foi, sem dúvida,
um importante marco para o progresso da Região, pois
ela atravessa a Zona da Mata. Por ela saía toda a produção
agrícola da região, principalmente o café,
muito cultivado na Zona da Mata, no século passado.
Por esse motivo, esta região tinha maior número
de escravos a serviço das plantações de
café. Daí começou, realmente, o progresso
da Zona da Mata, com a abertura de fazendas e afluxo de pessoas
para as plantações.
Visconde do Rio Branco faz parte da Zona da Mata, portanto
sua história está, de certa forma, dentro deste
contexto. Tem uma história bem mais recente em relação
a outros lugares de Minas. Com cerca de 34.000 habitantes,
Visconde do Rio Branco fica a uma altitude de 340 metros e
dista da Capital do Estado, Belo Horizonte, 320 quilômetros
de estrada asfaltada. Nos seus primórdios, a localidade
foi, sucessivamente chamada de Xopotó dos Coroados,
Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio
de São João Batista, São João Batista
do Presídio, Presídio, Visconde do Rio Branco,
Paranhos e Visconde do Rio Branco.
Remontando ao princípio do século XIX, veremos
que a sua história ficou marcada com a instalação,
em terras do Presídio de São João Batista,
do Quartel de Guido Tomaz Marliére que foi o colonizador,
o civilizador das Terras Presidienses e da Zona da Mata. Dessa
obra participou Padre Manoel de Jesus Maria, que preparou para
Marliére todos os caminhos através de seu trabalho
catequético junto aos indígenas locais. Esta
região, por ter grande concentração de índios,
tornou-se o quartel de Guido Marliére, Diretor Geral
dos Índios, cujo domínio ia do Vale do Rio Doce
a Campos dos Goitacases, no Estado do Rio de Janeiro.
Em 22 de setembro de 1881, através da Lei Provincial
nº2.785, se estabelece os foros de vila e Município
para o Presídio, o qual tinha sob sua jurisdição
os atuais Municípios de Visconde do Rio Branco, Guiricema,
São Geraldo, Guidoval, Cataguases, Ubá, Paula
Cândido, Muriaé, Miraí, Laranjal e Patrocínio
do Muriaé.
Visconde do Rio Branco recebe este nome em 1882 por iniciativa
do deputado José Pedro Xavier Veiga que, ao elevar a
vila à categoria de cidade no dia 28 de setembro, homenageava
José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco,
autor da Lei do Ventre Livre.
A Cana-de-Açúcar foi durante mais de cem anos,
a cultura mais importante do Município. Entre 1822 e
meados do século XX, a produção açucareira
riobranquense passou a ter destaque estadual. O Engenho Central
Rio Branco”, fundado em 1885 por Decreto Imperial, mais
tarde de propriedade da Societé Sucriére de Rio
Branco S/A, mais tarde denominada Usina São João,
e depois da Usina São João II foi por mais de
cem anos o impulsionador da lavoura, indústria e comércio
locais, pois empregavam milhares de pessoas.
Também o café teve sua época áurea
no século passado, chegando mesmo a ser exportado para
a Europa, através da importante firma comercial de Adriano
Telles & Cia. Adriano Telles, era Português e, juntamente
com os Irmãos Mesquita, fundou aqui, em fins do século
XIX, sua importante casa comercial que foi fator importantíssimo
para o desenvolvimento da cidade.
Na segunda metade do séc. XX, a fase de desenvolvimento
foi interrompida devido a inúmeras crises culminando
com o fechamento das usinas.
Atualmente o município busca uma nova vocação,
através de pequenas e médias indústrias
que aqui vêm se instalando. Além de fábricas
de móveis, um grande número de confecções,
trazem o desenvolvimento industrial da cidade.
Podemos considerar algumas de grande importância como
a indústria Rio Branco Alimentos “Pif-Paf”,
importante abatedouro de frangos, aqui instalada assim como
a fabrica de ração animal emprega um grande número
de pessoas; a indústria de sucos naturais “TIAL” com
alta tecnologia é de grande importância, pois é conhecida
nacionalmente e recentemente temos a AGROFRUIT, que é uma
indústria de polpa de de frutas inclusive para exportação.
Também
podemos citar a Cerâmica Rio Branco da Família Sabioni, a
maior cerâmica da região e também
o Sr. Adílio Sabioni, empresário no qual contribuiu
muito para o desenvolvimento da cidade.
No campo político, a história é rica.
Dela participaram vultos importantes da História Nacional,
como Raul Soares de Moura, que aqui iniciou sua carreira política.
Por vários anos, Raul Soares fez Política em
Visconde do Rio Branco, aqui residiu e advogou. Manteve também,
por muitos anos, em Rio Branco, um Jornal chamado “O
Mineiro”. Além de Raul Soares, Carlos Peixoto
Filho, Eugênio de Mello, Biolkino Andrade, Dr. João
Batista de Almeida, o Vice-Governador Dr. Celso Porfírio
Araújo Machado, Wellington Brandão, Dr. Jorge
Carone, Jorge Carone Filho, Dr. Antônio Pedro Braga e
também de um modo indireto mas muito atuante, Arthur
da Silva Bernardes, que foi funcionário da empresa de
Adriano Telles. Atualmente um nome expressivo é o do
atual Vice-Presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas
Gerais, Eduardo Carone Costa, filho do Dr. Aloysio Alves Costa,
que foi Presidente do mesmo Tribunal, Deputado Estadual e secretario
de Estado.
O primeiro Jornal local foi fundado em 1894 e chamava-se “O
Rio Branco”. O “Minas Jornal”, fundado em
1923, teve também grande influência na vida política
e social da Cidade por mais de trinta anos. Mais tarde foi
a vez de “O Visconde do Rio Branco”, do jornalista
Iandir Martins. Hoje a cidade conta com os jornais “Voz
de Rio Branco” de Cleber Lima da Silva e “A Imprensa”,
de Viçoso Camacho Lacerda.
O Município de Visconde do Rio Branco é muito
bem servido de Estradas que o ligam aos principais centros
do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Vitória, etc.
A Cidade se orgulha de possuir um Conservatório Estadual
de Música com 50 anos de existência, duas bandas
de música: Filarmônica Rio Branco e Sociedade
Musical 13 de maio, conhecidas em várias regiões
de nosso estado. A UNIPAC, uma Faculdade com vários
cursos dentre eles: Ciências Contábeis, Administração,
Sistemas de Informação e Normal Superior recentemente
instalado, Escolas Públicas Estaduais e Municipais,
Colégios de 2° Grau, além de Cursos Pré-Vestibular,
um Museu Histórico inaugurado em 26 de setembro de 1992,
dotado de rico acervo histórico e artístico.
A cidade possui também a Academia Rio Branquense de
Letras, reduto dos valores culturais e artísticos desta
terra.
Visconde do Rio
Branco pode se orgulhar também de possuir
uma área de preservação ambiental, a Serra
da Piedade, de exuberante beleza natural, convite à prática
do turismo e de grande valor histórico, mas abandonada pelo
poder público.
Fonte: Wikipédia |